Objetos de Aprendizagem

A primeira e mais empregada terminologia para os recursos educacionais é Objetos de Aprendizagem. Essa definição formal foi adotada pelo grupo de pesquisa que estuda a padronização de metadados, o Learning Technology Standards Committee (LTSC) do Institute of Electrical and Electonics Engineers (IEEE).

Para descrever de forma simples, os metadados podem ser comparados aos dados preenchidos em um formulário qualquer de cadastro, com a particularidade de estas informações estarem relacionadas ao próprio objeto de aprendizagem. Assim, os metadados auxiliam na catalogação de materiais digitais na web, através do uso de uma padronização de itens mínimos para que posteriormente possam ser consultados e recuperados, por meio de sistemas de busca.

A preocupação com uma padronização dos metadados, ou seja, os itens mínimos e importantes que devem conter na descrição para uma busca eficiente, são atividades que guiam diversos grupos de pesquisa e entidades, as quais procuram apontar padrões que sejam compatíveis para o uso e desenvolvimento de objetos de aprendizagem.

 

Entre as muitas ações encontram-se o Learning Object Metadata (IEEE-LOM) que são padrões de metadados especificados pelo Learning Technology Standards Comitee (IEEE) internacionalmente reconhecido por facilitar a busca, avaliação, construção e uso de OAs; a Dublin Core Metadata Initiative (DCMI) (link para site em inglês) que desenvolve padrões de interoperabilidade de metadados para delinear itens que tornem mais rápida e precisa a busca de informações sobre materiais digitais; e o padrão OBAA (Objetos de Aprendizagem Baseados em Agentes) que “desenvolve um padrão para objetos de aprendizagem multimídia interativos que operem em múltiplas plataformas de hardware como Web, TV Digital e dispositivos móveis diversos, todos com suporte a requisitos de acessibilidade especiais”, compatível com os padrões IEEE-LOM e Dublin Core (GLUZ, 2010).

 

O Projeto OBAA é desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos, tendo como entidades parceiras e/ou apoiadoras - MEC, RNP, FINEP, FUNTTEL, OTICSSS, UFRGS - CINTED, PPGIE, INF e UNISINOS. Sua proposta de metadados para objetos busca adequar-se ao panorama educacional brasileiro e aos objetivos de interoperabilidade, indicando um número mínimo de informações que devem ser preenchidas no cadastramento do objeto de aprendizagem. Entre alguns dos metadados solicitados no padrão OBAA, estão: nome do objeto, autor (es), linguagem, descrição, palavras-chave, tipo de material digital (texto, imagem, som,...), entre outras informações técnicas, podendo incluir elementos educacionais delineando várias características pedagógicas.

 

A partir desta padronização de dados os objetos de aprendizagem são armazenados em espaços chamados de Repositórios. Com o armazenamento em repositórios, a pesquisa por materiais digitais fica cada vez mais acessível a estudantes, professores e pesquisadores, bem como as possibilidades de uso e reuso em diversos contextos educacionais. No cadastramento ou uso do objeto de aprendizagem, é necessário estar atento para o tipo de licença permitida pelo autor (direitos de propriedade intelectual sobre o objeto), ou que tipo de licença pretende permitir quando cadastrar seu material.