Módulo Introdutório - Integração de Mídias na Educação
ETAPA 4

Pedagogia de projetos e integração de mídias

Texto de Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida e Maria Elisabette Brisola Brito Prado


O trabalho por projetos viabiliza a integração das mídias e de conteúdos de diferentes áreas do conhecimento, bem como o trabalho em grupo, que favorece o desenvolvimento de competências, as quais se tornam cada vez mais necessárias na sociedade atual. Nessa forma de aprender contextualizada, aberta para novas relações entre os diversos conceitos, numa situação de grupo em que as interações se intensificam e se comprometem em termos de aprender e ensinar um com o outro, o papel do professor, sem dúvida, precisa ser reconstruído.

Nesta situação de aprendizagem, o professor precisa observar e analisar o desenvolvimento do aluno para fazer a mediação pedagógica, orientando, instigando e criando condições para que os alunos possam articular e formalizar os conceitos utilizados na realização do projeto.


A série do Salto para o Futuro, Pedagogia de Projetos e integração de mídias, que foi ao ar no ano de 2004, apresentou cinco programas sobre o tema e traz vários artigos disponíveis em Boletins 2004, no site: http://www.tvebrasil.com.br/salto

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Salto para
o Futuro

Pedagogia de Projetos: fundamentos e implicações

Texto de Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida e Maria Elisabette Brisola Brito Prado


Atualmente, uma das temáticas que vem sendo discutida no cenário educacional é o trabalho por projetos.

Mas que projeto?

  • O projeto político-pedagógico da escola?
  • O projeto de sala de aula?
  • O projeto do professor? O projeto dos alunos?
  • O projeto de informática?
  • O projeto da TV Escola? O projeto da biblioteca?

Essa diversidade de projetos que circula freqüentemente no âmbito do sistema de ensino, muitas vezes, deixa o professor preocupado para saber como situar a sua prática pedagógica em termos de propiciar aos alunos uma nova forma de aprender integrando as diferentes mídias nas atividades do espaço escolar.

Existem, em cada uma dessas instâncias do projeto, propostas e trabalhos interessantes; a questão é como conceber e tratar a articulação entre as instâncias do projeto, para que de fato seja reconstruída na escola uma nova forma de ensinar, integrando as diversas mídias e conteúdos curriculares numa perspectiva de aprendizagem construcionista . Na pedagogia de projetos, o aluno aprende no processo de produzir, de levantar dúvidas, de pesquisar e de criar relações, que incentivam novas buscas, descobertas, compreensões e reconstruções de conhecimento.

E, portanto, o papel do professor deixa de ser aquele de ensinar por meio da transmissão de informações - que tem como centro do processo a atuação do professor-, para criar situações de aprendizagem cujo foco incide sobre as relações que se estabelecem neste processo, cabendo ao professor realizar as mediações necessárias para que o aluno encontre sentido naquilo que está aprendendo.

O fato de a pedagogia de projetos não ser um método para ser aplicado no contexto da escola dá ao professor uma liberdade de ação que habitualmente não acontece no seu cotidiano escolar.

Essa situação pode provocar um desconforto, pois seus referenciais norteadores do desenvolvimento da prática pedagógica não se encaixam nessa perspectiva de trabalho. Assim, surgem entre os professores vários tipos de questionamentos que representam uma forma interessante na busca de novos caminhos. Mas, se o trabalho por projetos for visto tanto pelo professor como pela direção da escola como uma camisa-de-força, isto pode paralisar as ações pedagógicas e o seu processo de reconstrução.