Módulo Intermediário
Mídia Rádio

Botões de controle Página Anterior Página Inicial Próxima Página
icone radio

O Rádio no Brasil

A “fase de ouro” do rádio

Rádio Nacional - Clique na imagem para visitar o site

A Radiobrás preparou um site especial sobre a história da Rádio Nacional, clique no logo para conhecê-lo.

Programa Casé Noel Rosa Pixinguinha Donga Zezé Fonseca Ademar Casé

Acima, o cast do popular Programa Casé, com, entre outros, Noel Rosa (1), Pixinguinha (2), Donga (3), compositor da primeira música registrada como “samba” (Pelo Telefone) em gravação, Zezé Fonseca (4) e o próprio Ademar Casé (5) (fonte: Almirante, No tempo de Noel Rosa). Saiba mais sobre esse personagem importante do rádio brasileiro no site dedicado a ele.

Gracindo e Brandão

Paulo Gracindo e Brandão Filho (Primo Rico e Primo Pobre), no humorístico Balança mas não cai (fonte: Arquivo Rádio Nacional do Rio de Janeiro).

Revista do Rádio

As revistas do rádio ajudavam a aumentar a popularidade dos ídolos criados por este veículo.

O início da “fase de ouro” do rádio brasileiro é marcado por outra ação governamental, a estatização, em 1940, da Rádio Nacional do Rio de Janeiro (que havia sido criada em 1936 por uma empresa). Graças ao apoio governamental ela se firma como a maior e mais importante emissora do país criando um padrão de estética radiofônica. Na estratégia de Vargas, a Rádio Nacional era vista como um instrumento capaz de integrar o país e serviu como um modelo de ação política de seu governo.

A Rádio Nacional passou a criar programas inéditos em parceria com agências de publicidade, dando origem a sucessos no jornalismo com o Repórter Esso (1941-1968) e na dramaturgia com algumas radionovelas. Empresas multinacionais (principalmente dos setores de higiene, limpeza e alimentos) passam a ter no rádio um aliado para sua entrada no mercado brasileiro. Em 1941 foi lançada na Rádio Nacional a primeira radionovela do país: Em busca da Felicidade do cubano Leandro Blanco. A primeira radionovela de autor brasileiro foi Fatalidade, de Oduvaldo Vianna. As radionovelas eram produções ambiciosas apresentadas em até 120 capítulos diários, enquanto o “Rádio-Teatro” consistia em uma narrativa que se fechava em um programa ou em poucos capítulos. 

Ouça agora trechos da inauguração da Nacional, de vinheta de radionovela e da célebre canção As cantoras do rádio, de João de Barro, Lamartine Babo e Alberto
Ribeiro
, nas vozes de Carmem e Aurora Miranda.

Os programas de auditório e de calouros também ganharam espaço na Nacional, e revelaram novos talentos. Artistas como Carmen Miranda e Noel Rosa ganharam fama. Em 1953, a cantora Emilinha Borba foi consagrada a Rainha do Rádio. O rádio como um todo se profissionalizou e as emissoras contrataram técnicos e artistas a peso de ouro. Com diversas emissoras espalhadas pelo país, o veículo se consolidou como fenômeno social e mostrou seu potencial para vender produtos, impor modas e valores, transformar artistas em ídolos estimulando o surgimento de fãs-clubes e revistas especializadas em rádio.

Ouça a seguir uma seleção de outros programas da Nacional, divididos em categorias como humorísticos (“A Cidade se diverte”, “Balança, mas não cai” e “PRK 30”), programas musicais e aula de ginástica com o professor Oswaldo Diniz.

Embora o Rio de Janeiro fosse o pólo dinâmico do rádio no Brasil, nessa época, existiram também programas importantes, em outros estados, como o Grande Jornal Falado Tupi, dirigido por Corifeu de Azevedo Marques, em São Paulo.

Também não se deve esquecer, ao destacar a importância social do rádio, o papel do veículo na popularização de esportes, em particular do futebol. Assim, já na Copa do Mundo de 1938, na França, o único locutor sul-americano foi o brasileiro Leonardo Gagliano Neto, da PRA-3 - Rádio Clube do Brasil do Rio de Janeiro, que em depoimento relembrou como eram as transmissões de futebol naquele tempo. Acompanhe a dor da derrota para o Uruguai em 1950 e a conquista do título em 1958 nas vozes de Antonio Cordeiro e Edson Leite, respectivamente. (RT e CYS)

Voltar ao topo