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O Rádio no Brasil

Segmentação e inovações: o rádio após a TV

Televisão
Assis Chateaubriand discursa, no vídeo, na inauguração da televisão no Brasil, em 18 de setembro de 1950 (fonte: Arquivo Multimeios/CCSP - site do CCSP: TV 50 Anos)

Chico e Nara
A música conquista espaço na TV: Chico Buarque e Nara Leão no II Festival da MPB, da TV Record, em 1966 (fonte: Arquivo Multimeios/CCSP - site do CCSP: TV 50 Anos)

FM e AM
A adoção da faixa FM no Brasil, a partir dos anos de 1970, estimulou a segmentação do veículo.

A primeira emissora de TV do Brasil foi fundada em 1950. O novo meio levou cerca de 10 anos para se consolidar no país, pois o custo do aparelho era alto. Os empresários do novo veículo tiraram do rádio muitos artistas, funcionários e anunciantes e as primeiras programações e comerciais televisivos eram praticamente um “rádio com imagem”. Um bom exemplo é a famosa publicidade das Casas Pernambucanas, na qual a imagem tem um papel acessório.


Na década de 60, com recursos cada vez menores, o rádio passou a reduzir custos e simplificar a programação marcada predominantemente por músicas e notícias. Os anos 60 marcaram ainda o fim dos musicais ao vivo nas emissoras e o aparecimento dos disc-jockeys (DJs).  

Já na década de 70, músicas com mensagens metafóricas eram muito executadas nas rádios, numa tentativa de driblar a censura. Entre as mais tocadas estavam composições de Chico Buarque de Holanda e Gilberto Gil.

O governo estimula a faixa FM, de melhor qualidade sonora do que a AM, distribuindo novas freqüências. As primeiras emissoras FMs tocavam apenas música ambiente sem a presença de locutor. O FM se mostra lucrativo e passa a imitar o modelo norte-americano com muita música estrangeira e pouca conversa. Com isso as emissoras FM passaram a dividir com as da AM um bolo publicitário que já estava diminuindo. As emissoras AM ficaram com o público mais maduro e as FM com o mais jovem. 

A segmentação marcou mais ainda a década de 80, com o surgimento das rádios livres e das comunitárias. No Brasil, as primeiras experiências com rádios livres ocorreram em 1983. Junto a essas iniciativas também surgiram rádios ligadas a segmentos culturais e religiosos.

As emissoras procuram atender diferentes faixas de público. As AMs tendem à informação (notícias, esportes, radiojornais) e as FMs ao entretenimento (música, humor, curiosidades). Muitas FMs optam por um determinado estilo musical. 

Apesar de não ser mais o meio predominante na distribuição de verbas publicitárias (tinha 4,5% da receita do setor no ano de 2003, contra 58,7% da TV, de acordo com o relatório Mídia Dados), o rádio, por seu alcance e atrativos, continua a veicular muitos anúncios. Ouça, a seguir, gravações que explicitam a relação entre o rádio e a publicidade no Brasil, ao longo do tempo. (RT e CYS)

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