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Rádio na Escola

Não é ainda, mas poderia ser…

Marciel Consani
Doutorando em Comunicação – ECA/USP

Receptor
O receptor dos meios, de qualquer idade, não é passivo. É um sujeito pensante. E os projetos educomunicativos podem maximizar essa dimensão ao propiciarem espaços de diálogo.

Cotidiano escolar
Projetos bem sucedidos têm em comum a concepção e o envolvimento de diversos agentes ligados ao cotidiano escolar.

Este conceito de atividade escolar — o rádio na sala de aula — parece ser algo relativamente novo entre nós, o que justifica, em parte, a estranheza que possa causar a alguns.

Em muitos casos, vemos a mídia (o jornal, o rádio, a televisão e agora, a Internet) ser tratada, em geral, com muita desconfiança nos meios educativos (principalmente nos mais tradicionais) e quando o assunto aparece, o que se discute, quase sempre, é a melhor maneira de “filtrar” as mensagens dos meios massivos, de modo a “neutralizar” uma eventual influência nociva.

Tal ponto de vista se respalda, de longa data, nos pressupostos da denominada Teoria Funcionalista dos Meios de Comunicação e também, num tipo de crítica baseada na idéia do colonialismo cultural.

Embora estas duas abordagens tenham desempenhado papel significativo na evolução dos estudos da comunicação — e também da educação — estão sendo, aos poucos, superadas por idéias novas que reconhecem a independência e singularidade do receptor (no caso,ouvinte). Este é considerado, agora, como um sujeito ativo e pensante que já não pode ser visto como um ser que recebe e aceita passivamente o fluxo das informações circulantes.

Este ponto de vista integra o conceito da educomunicação que vai mais além: o “receptor ativo” pode transformar-se também em “comunicador criativo”, caso tenha condições de aprender e de vivenciar novos modos de fazer comunicação. É por isso que consideramos que o rádio na escola necessita ser concebido como um projeto comunitário, envolvendo diretores, coordenadores, professores, alunos e todos os integrantes da comunidade educativa. 

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